quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ONG em Uberaba realiza ações pelo Dia Internacional da Acessibilidade

Lançamento da campanha será nesta quinta-feira (5), às 18h30. Objetivo é conscientizar sobre direito de ir e vir dos deficientes.

Vagas foram ocupadas com cadeiras de rodas e
muletas(Foto: Reprodução/TV Integração)
Para lembrar o Dia Internacional da Acessibilidade, comemorado nesta quinta-feira (5), a ONG Voluntários da Acessibilidade em parceria com a Prefeitura idealizou a campanha Educação no Trânsito. O objetivo é divulgar ações que garantam o direito de ir e vir dos deficientes, bem como conscientizar os motoristas sobre a legislação pertinente.
O lançamento oficial da campanha será na noite desta quinta-feira, às 18h30 no Auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Mas, na tarde desta quarta-feira (4), a ONG resolveu chamar a atenção dos motoristas. Em vagas destinadas a carros comuns, foram espalhadas cadeiras de rodas e muletas com mensagens dizendo que o proprietário voltaria "daqui uns minutinhos". A ação deixou condutores intrigados e surpresos.
“Esta ação certamente vai gerar uma revolta no motorista. Mas revolva mesmo é maior no portador de deficiência ou idoso, que tem que andar uma distância maior porque a vaga dele foi ocupada por outra pessoa”, comentou o voluntário da ONG Wellington.
O intuito é provocar a reflexão e a mudança de atitude nos motoristas, para casos como o de Ercileide Laurinda da Silva, presidente da Associação dos Deficientes de Uberaba (Adefu). Do portão de casa pra fora, ela encontra muitas dificuldades. A calçada irregular não permite a passagem e o jeito é ir pra rua. A rampa de acesso praticamente não existe no bairro onde ela mora. “Não sei porquê ninguém se atenta que nos bairros também há pessoas com deficiência”, questionou.
Para chegar ao trabalho e a faculdade, ela divide o asfalto com o tráfego intenso. O desrespeito de alguns motoristas é comum. “Me deparei com o motorista parado em frente à rampa onde eu precisava subir. Ele veio e eu pedi para que tirasse o carro. O motorista me disse que ele tinha parado ‘rapidinho’ para fazer uma compra. Falei que precisava da rampa e ele disse que não imaginava que eu passaria por lá. Aleguei, então, que o problema de todos os motoristas é que ninguém imagina que as pessoas com deficiência existem e precisam usar as rampas. Independente de eu estar lá ou não, a rampa é para cadeirantes, e não para parar carro”, relembrou.
Estacionar em vagas destinadas a deficientes ou idosos é infração leve, com multa de R$53,20 além de três pontos na carteira. “Os infratores devem ser multados sim. Eles só vão respeitar os deficientes quando sentirem no bolso”, comentou Ercileide.

Israel Garcêz teve paralisia infantil aos dez meses e conhece bem os limites para locomoção. Para ele, mais que infraestrutura, as cidades estão carentes de cidadãos mais bem educados, quando o assunto é acessibilidade. “Na verdade, é o deficiente de educação que para na nossa vaga”, criticou o voluntário da ONG.
O cartão para idoso e deficiente para as vagas especiais pode ser feito no Departamento de Trânsito, na Avenida Dona Maria de Santana Borges, 1.405, no Bairro Olinda, do meio dia às 18h. o idoso, acima de 60 anos, deve levar identidade e um comprovante de residência no próprio nome. Para o deficiente, são os mesmos documentos e um laudo médico que comprove a dificuldade de locomoção.

Campanha
A campanha é permanente e irá acontecer em vários pontos da cidade. A ONG também fará blitz e entregar materiais educativos para a população. “Acredito que a acessibilidade é um direito de todos, independente das características individuais. Temos que lutar pela população como um todo, para que ela compreenda a necessidade de respeitar o próximo”, disse o voluntário Wellington.
Segundo a coordenadora do projeto, Claudia Maia, a campanha surgiu da necessidade de garantir o direito de ir e vir do cidadão.  “O objetivo não é só constranger o motorista que para na vaga do deficiente. Queremos transformar Uberaba em uma cidade modelo em acessibilidade”, finalizou.


Fonte: G1 Brasil

Campanha cobra respeito às vagas de deficientes e idosos

Com apoio da Prefeitura, a ONG Voluntários da Acessibilidade lança campanha para chamar a atenção da comunidade para que sejam respeitadas as normas de acessibilidade. Hoje será realizado evento no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas, às 18h30, para o lançamento da campanha, que será permanente, quando o público poderá se inscrever como voluntário para ajudar a conscientizar a população, principalmente motoristas que não obedecem à lei e estacionam em vagas destinadas a deficientes e idosos.

Para alertar de que não é certo estacionar em vagas reservadas para idosos e deficientes, foi realizada ontem atividade que chamou a atenção de muitos. No estacionamento da Prefeitura foram distribuídas algumas cadeiras de rodas em vagas comuns e com um bilhete com os dizeres: “Estacionei neste local, mas é rapidinho, volto logo” - assim como dizem os motoristas como justificativa quando estacionam em vaga preferencial.

“A campanha está apenas começando e queremos contar com o apoio de todos. Já temos algumas entidades parceiras - a Adefu, Instituto de Cegos, Sindicato dos Rodoviários, a Secretaria de Planejamento, a Prefeitura de forma geral -, mas é preciso contar com o principal apoiador, que é a comunidade. Este é um trabalho que não deve partir apenas das entidades e do poder público, a população deve se envolver”, explica a presidente da ONG,  Claudia Maia, que convoca todos para que se tornem voluntários desta causa, pois é preciso fazer algo. Segundo Cláudia, a ideia de desenvolver essa campanha partiu de uma conversa com Israel Garcêz, que também é cadeirante e vem lutando por acessibilidade em Uberaba há muito tempo.

O Jornal da Manhã já recebeu diversas denúncias e acompanha a luta de Israel. “Depois disto foi que passei a observar com mais atenção. Em uma caminhada que fiz pela avenida Prudente de Morais, em poucos quarteirões, consegui flagrar e fotografar nove carros que estavam estacionados de forma irregular, obstruindo rampas ou vagas preferenciais. Queremos lembrar a estes motoristas que isso não é certo, pois todos sabem, sinalização não falta, mas precisamos lembrá-los de que isso não é certo”, explica.

Para “puxar as orelhas” destas pessoas, estão programadas diversas atividades, como blitz surpresa e bilhetes que serão colocados na frente do carro para lembrar o motorista de que não é certa tal atitude. A intenção é deixar a pessoa realmente constrangida. Segundo Cláudia, uma das placas que foram confeccionadas tem o recado: “Esta vaga é para quem tem deficiência física e não emocional”. Todo material de trabalho será apresentado no lançamento, quando também os voluntários poderão se inscrever para participar da campanha. Terá haverá apresentação do jingle de artistas. Vale lembrar que hoje comemora-se o Dia Internacional da Acessibilidade.


Fonte: JM Online

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Vídeo: Voluntários da Acessibilidade

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Horta suspensa feita por alunos da Dulce de Oliveira


O projeto de Educação Ambiental, Criança Recicla Vida, está com parceria com a Escola para Surdos “Dulce de Oliveira” neste ano, e realiza várias atividades orientadas pela professora Lucimar Aparecida Lemes e a coordenadora pedagógica, Vivian Zerbinatti da Fonseca Kikuichi. E nesta semana, os alunos do 5º Ano do Ensino Fundamental aprenderam a fazer uma horta suspensa. O objetivo de trabalhar a conscientização sobre a reutilização de materiais para plantação de ervas medicinais, alimentos saudáveis e condimentos, levando-os a perceber a importância de atitudes mais sustentáveis para a preservação da vida no planeta.
 De acordo com a professora Lucimar, percebeu-se que o desenvolvimento desta atividade foi excelente, especialmente no que se refere ao envolvimento e aprendizado dos alunos durante todo o processo. A proposta central deste projeto foi levar os alunos a compreenderem a importância de uma alimentação saudável e descobrirem a possibilidade de uso das ervas medicinais para o tratamento de algumas doenças como: diurético, anti-inflamatório, tratamento de aftas, gengivites, acne e eczemas, tratar a tosse, entre outros, utilizando plantas que foram cuidadas por eles.
Ela explica que foram recolhidas garrafas descartáveis, em que os alunos cuidaram da higienização e ornamentação das mesmas. Em seguida, acompanharam a professora na escolha e compra das sementes e mudas que seriam plantadas. A última fase do projeto consistiu no plantio e organização da horta suspensa em um ambiente aberto da escola. “Os alunos do 5º ano ficarão responsáveis pelo cuidado e manutenção da horta durante todo o ano”. Os materiais utilizados nesta oficina foram: garrafas pet, prego, tesoura, restos de tintas, arame, pedriscos, sementes e mudas de diversas plantas.


AME busca recursos para investir nos atletas

Trabalho da AME apresenta grandes resultados

Com foco em pessoas com dificuldades motoras e sensoriais, distúrbios de atenção e de aprendizagem, deficiência física e visual e Síndrome de Down, a Associação Mineira de Equoterapia (AME) atua há 15 anos em Uberaba, atendendo cerca de 75 praticantes da região com equipe multidisciplinar. Mas o trabalho que busca ajudar o próximo encara sérias dificuldades para ser executado, como mostra matéria de Alex Pacheco no globoesporte.com.

De acordo com o fisioterapeuta especialista em neurologia e instrutor de equitação, Willian Rocha de Oliveira, o cuidado com os animais é feito por veterinários voluntários e pelo Hospital Veterinário de Uberaba (HVU). Apesar disso, os serviços sociais, realizados através de parceria entre o Instituto de Cegos do Brasil Central (ICBC), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), a Unidade de Atenção ao Idoso (UAI) e a Prefeitura, estão suspensos por falta de transporte.

Segundo Willian, o maior desafio é conseguir recursos para investir nos atletas e em infraestrutura. “Sobrevivemos através de doações, eventos, colaboração de alguns praticantes, prefeitura e empresas em geral - que podem adotar cavalos ou participantes ou doar materiais - e recursos gerados através da Escola de Equitação”, disse.

A equoterapia da AME trabalha com quatro programas evolutivos: hipoterapia, destinada a iniciantes e reabilitação; educação e reeducação, onde a condução do cavalo e a independência começam a ser trabalhadas; pré-esportivo, onde já são aplicados exercícios de equitação; e esportivo, que consiste em competições entre os praticantes.

“Temos um grupo com 25 participantes e fazemos anualmente um torneio para que eles possam mostrar como estão se desenvolvendo. Nossa ideia é que, a partir dessa célula, tenhamos condição de, posteriormente, montar uma equipe e competir fora”, destacou o fisioterapeuta.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Pontos negativos para acessibilidade predominam no município

Na rua José Ribeiro Filho, bairro Morada do Sol, a exemplo de vários outros locais em Uberaba, não há como trafegar na calçada, pois ela é estreita e as árvores tomaram conta do espaço

Em Uberaba são vários os pontos negativos para a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida. Algumas rampas estão fora do padrão, há vias que não as possuem rampas e há avenidas em que elas foram retiradas.

Segundo o ativista dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Israel Garcêz, o desrespeito às Leis de Acessibilidade continua na cidade, e vários locais não têm rampas de acesso, barras de apoio ou adequações.  “Já pedimos para fazerem faixa de pedestres elevada no ponto de ônibus em frente à capela do Cemitério São João Batista e rampas. O transporte coletivo tem muitas deficiências, como falta de manutenção nas rampas, motoristas que não dominam a plataforma e falta de rampas de acesso nos pontos de ônibus. Segundo o Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, a acessibilidade está relacionada a fornecer condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida”, esclarece.

Segundo o cadeirante Emerson Freire, o problema maior que é enfrentado diariamente está nas ruas. Ele conta que não é necessário andar muito para presenciar os buracos nos passeios, entre outros obstáculos. “Na maioria das vezes, temos que dividir o trânsito com veículos, quando o passeio está deteriorado. Na avenida Leopoldino de Oliveira, após a obra do Projeto Água Viva, as rampas foram retiradas e se esqueceram de instalá-las novamente, “, relata.

Freire ressalta que no Cemitério São João Batista não possui acessibilidade para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida. Outra reclamação é em relação aos banheiros, que não são adaptados. “Para atravessar a avenida Dona Maria Santana Borges é muito difícil, pois não há rampas nem passarelas para pedestres. Estes obstáculos não são somente para os cadeirantes, os idosos também sofrem com essa falta de acessibilidade”, desabafa.

Israel Garcêz ressalta que existem inúmeras leis que garantem o direito de acesso seguro de todo cidadão. “O problema é que, na maioria das vezes, estas leis não são cumpridas. Por isso, luto para que o cidadão tenha postura consciente e reconheça que a acessibilidade não é uma necessidade individual, mas coletiva. Na rua José Ribeiro Filho, no bairro Morada do Sol, não há como trafegar na calçada, pois ela é estreita e as árvores tomaram conta do espaço”, pontua. 

Sandro Neves


quarta-feira, 5 de junho de 2013

As crianças deveriam ser transportadas em veículos especiais, assim como está especificado em contrato

Mais um ônibus que realiza transporte de alunos em escolas municipais de Uberaba foi apreendido pelo departamento de Fiscalização da Settrans em parceria com a Guarda Municipal. O fato aconteceu com outro ônibus da empresa Lider Coletivos, que, na ocasião, estava transportando crianças especiais e cadeirantes da Escola Municipal Uberaba para a Fundaesp. 

Segundo Gorete Elias, que estava no local durante a fiscalização, foi possível ver que as crianças estavam amarradas com cordas e não com cinto de segurança como determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “Eu estava transportando as crianças da minha responsabilidade e, ao chegar à escola para entregá-las, vi aquela situação dos alunos especiais sendo transportados e segurados com cordas. No momento da apreensão do veículo, ninguém da empresa atendia o motorista. Eu e uma mãe de outro aluno realizamos o transporte dos alunos até a Fundesp”, afirmou. 

Segundo o coordenador de Trânsito da Guarda Municipal, Lourenço, a apreensão do veículo irregular foi feita pelos fiscais do departamento de transporte da Settrans e a GM proferiu todos os procedimentos dentro da legalidade da ação. “Esse trabalho foi efetivado com o apoio do departamento de transportes especiais, que realizou a apreensão do veículo, o qual foi encaminhado ao pátio do Detran, onde permanecerá até que seja regularizado e adequado”, declarou o guarda municipal, acrescentando ainda que o veículo estava totalmente irregular. 

De acordo com o departamento de comunicação da Prefeitura Municipal de Uberaba (PMU), o prefeito Paulo Piau ficou extremamente irritado com a situação e determinou a abertura de sindicância para apurar a irregularidade e irresponsabilidade da empresa. O objetivo é punir os responsáveis. Segundo a secretária de Desenvolvimento Social (Seds), Ângela Dib, a empresa deve cumprir todas as determinações impostas em contrato. “A Prefeitura paga para ser atendida, para que o transporte das pessoas seja o correto, portanto, não vamos admitir esse tipo de falha. Nesse caso, somos tão vítimas quanto as pessoas que estavam sendo transportadas de maneira irregular”, esclareceu Dib. Vale destacar que a reportagem do JORNAL DE UBERABA (JU) entrou em contato com o gerente da empresa de transportes Lider Coletivos, André Campos, mas ele não se encontrava na empresa.

Outras apreensões - Outros casos foram publicados pelo JU envolvendo ônibus da empresa Lider Coletivos, também contratados pela Prefeitura Municipal de Uberaba. O último caso envolveu quatro ônibus que estavam transportando alunos da rede municipal de ensino.  

Durante a abordagem, foi possível verificar que os veículos estavam levando passageiros escolares sem portar documentação de trânsito expedida pelo município. Em um dos veículos, foi possível verificar ainda que a placa estava ilegível e, em outra situação, nem a faixa de identificação do transporte escolar estava afixada. Além de todas as irregularidades encontradas, nenhum possuía cinto de segurança, assim como o apreendido ontem.


Ônibus escolar fazia transporte de cadeirantes amarrados com corda

Ônibus que faz o transporte gratuito de crianças cadeirantes foi apreendido pela Guarda Municipal no início da tarde de ontem na praça Estevam Pucci, no bairro Fabrício. O veículo, segundo os guardas municipais, além de não ser credenciado, tinha cordas para segurar os alunos, ao invés de cintos de segurança. O ônibus é contratado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Seds) para fazer o transporte gratuito dos cadeirantes. A empresa Líder, dona do veículo, afirma que vai apurar o caso e que não sabia da situação. O prefeito Paulo Piau garante que vai abrir sindicância para encontrar os responsáveis.

Em apoio ao Departamento de Trânsito e Transportes Especiais, a Guarda Municipal, durante operação Escola Segura, fiscalizou ônibus que estava desembarcando alunos na Escola Municipal Uberaba, na praça Estevam Pucci. Dentro do veículo, eles constataram que os cadeirantes eram presos por cordas. “Fiscalizamos o ônibus, que não é credenciado para fazer o transporte. Os fiscais presenciaram e confirmamos que as crianças estavam sendo transportadas em cadeiras de rodas e, ao invés de cinto de segurança, eram cordas que ficam amarradas ao ônibus”, afirmou o GM Esdras Oliveira.
Além do espaço reservado para cadeirantes que os ônibus já têm, outros bancos foram retirados para ter mais espaço. A Guarda Municipal suspeita que os cintos de segurança não estivessem funcionando, já que as cordas estavam em vários bancos no veículo. O motorista, de 61 anos, afirmou que transporta, diariamente, cadeirantes para escolas e para fazer tratamento. São pessoas dos bairros Boa Vista Abadia, Gameleira, Leblon, Santa Maria, Beija Flor e Copacabana.

Em contato com a empresa Líder, responsável pelo veículo, a reportagem do Jornal da Manhã foi informada que os detalhes do ocorrido ainda não haviam chegado à direção da mesma. Mediante os questionamentos, foi informado que a gerência da empresa não sabia que o ônibus estava transitando e fazendo o transporte dos cadeirantes nestas condições. Segundo a empresa, o caso será apurado, pois não é um procedimento adequado.

Segundo o chefe do Departamento de Pessoas com Deficiência da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Seds), Carlos Roberto Souza Silva (Cacá Souza), serão tomadas providências para que a Líder regularize e disponibilize o ônibus adequado para o transporte de pessoas com deficiência. De acordo com a Seds, o ônibus foi contratado para fazer o transporte gratuito de cadeirantes. A escolha foi feita por meio de licitação. Irritado com a situação, o prefeito Paulo Piau afirmou que vai abrir sindicância para apurar a responsabilidade do contrato entre a Seds e a Líder. A intenção é apurar quando foi feito o contrato e quem seria o culpado pela atual situação precária do transporte.

Fonte: JM Online

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cadeirante reclama de falta de acessibilidade em caixas eletrônicos


Na tarde de ontem (5), o ativista dos direitos das pessoas com deficiência, Israel Garcêz, procurou o JU, relatando a dificuldade que enfrenta quando precisa utilizar os terminais eletrônicos do Banco do Brasil.

Cliente há pouco tempo, Garcez relata que, ao realizar qualquer procedimento no caixa, é necessário se apoiar no braço da cadeira de rodas, o que gera muito insegurança. “A máquina é alta e existe o risco de queda. Sem falar que, quando vou sacar dinheiro, torna-se mais perigoso, pois, quem está atrás de mim consegue visualizar tudo o que eu faço”, declarou. 



Israel relatou também que procedimentos que poderiam ser realizados no terminal, como pagamento de contas, ficam totalmente impossíveis. “Quando preciso pagar contas, a situação piora, porque é necessário ficar mais tempo apoiado e correndo o risco de cair. Então, eu acabo indo direto até a boca do caixa”, ressaltou. O cadeirante afirmou que, quando foi abrir a conta, informou o gerente de contas sobre a dificuldade encontrada, e ele garantiu que os problemas seriam resolvidos.

Após o relato do deficiente, a reportagem do JU entrou em contato com a gerência do Banco do Brasil, que, posteriormente, retornou a ligação. De acordo com o gerente-geral da agência central, Rogério Aguiar, a situação será encaminhada e um contato será feito para solucionar o problema o quanto antes.
Israel afirmou ainda que já passou por vários problemas que envolvem a acessibilidade em Uberaba e que muitos pedidos nem ao menos saíram do papel.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Motoristas de transporte coletivo passam por treinamento


A Prefeitura Municipal de Uberaba, através da Superintendência de Trânsito e Transporte, acompanhou o treinamento realizado pela viação Piracicabana para que seus motoristas possam ter uma percepção maior da situação das pessoas em cadeiras de rodas.

Durante o treinamento, os motoristas, usando uma cadeira de rodas, tiveram que usar o elevador para subir no ônibus. Com isso, eles puderam compreender melhor as dificuldades encontradas pelos cadeirantes que são usuários do transporte coletivo no dia a dia.

O treinamento aconteceu na tarde de ontem (4), na praça Pôr do Sol, bairro Olinda. O motorista Itamar Furtado de Oliveira reconheceu que a situação do cadeirante é muito mais difícil do que ele imaginava e que vai se lembrar disso nas próximas vezes em que atender a um cadeirante. Essa medida se estenderá também à empresa Lider Transportes, segundo o superintendente de Trânsito e Transporte Claudinei Nunes. “A Prefeitura vai incentivar ações como essa, não só para benefício dos cadeirantes, mas, também para qualquer portador de necessidades especiais, seja visual, auditiva, física ou outra. De forma que possamos sanar os problemas de acessibilidade”, relatou.

O superintendente acrescentou: “É necessário que os motoristas respeitem e não estacionem nos pontos de ônibus devidamente sinalizados, pois isso impossibilita que o motorista faça uma parada de forma segura e mais confortável para o cadeirante”.

O cadeirante e usuário do transporte coletivo Israel Garcêz esteve presente e conversou com os motoristas, expondo as dificuldades encontradas por ele. Os motoristas também aproveitaram para fazer questionamentos a Israel sobre a forma adequada de agirem em situações diversas. “Esse treinamento é muito importante, principalmente porque alguns motoristas ainda acham que é um transtorno lidar com alguém em uma cadeira de rodas. Hoje, está mais raro acontecer, mas ainda tem aqueles motoristas que não param no ponto ou que dão a desculpa de que o elevador não está funcionando para não ter que lidar com o tempo que se gasta para colocar um cadeirante no ônibus”, finalizou Israel.