quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Lei Federal: Cadeirante Cobra Acessibilidade Na Av. Fidélis Reis

Usuário de cadeira de rodas cobra da prefeitura Municipal de Uberaba a acessibilidade na recém-reformada Av. Fidélis Reis. Segundo Israel Garcêz, durante as mudanças na avenida foi levado ao conhecimento dos responsáveis a necessidade de se colocar rampas para usuários de cadeira de rodas em respeito a Lei Federal sancionada em 2000.
Segundo ainda o cadeirante, foi levado ao conhecimento da PMU e também através de redes sociais, mas reclama que a obra foi inaugurada no último domingo com o Desfile de Sete de Setembro sem o devido cumprimento da lei.
Israel cobra também a fiscalização por parte da Secretaria de Trânsito nos locais que já existem as rampas, em que, pessoas sem consciência muitas das vezes param seus veículos obstruindo o acesso dificultando assim a locomoção por parte das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.” O Centro da cidade é o local com maior incidência e não à fiscalização” destaca.
LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000:
Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.


Fonte: Super30Noticias

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Cadeirante registra em vídeo falta de acessibilidade de 15 aeroportos da Copa

Vítima de paralisia cerebral, Nathalia Fernandez, de 23 anos, 
visitou as 12 cidades-sede do Mundial e gravou um documentário sobre as dificuldades dos passageiros com deficiências físicas

“Por um erro médico, tive paralisia cerebral na hora do parto. Desde então, tenho dificuldades de movimentar o lado direito do corpo. Isso nunca foi desculpa para que eu ficasse parada. Há dois anos fiz um intercâmbio para estudar inglês em Las Vegas, nos Estados Unidos. Quando fui buscar minhas malas no aeroporto, percebi que os fios da minha scooter (carrinho motorizado para quem tem mobilidade reduzida), que eu havia despachado de São Paulo, haviam quebrado durante o voo. Pensei: ‘Se isso aconteceu com uma bagagem especial, imagina com o resto. Imagina na Copa!
Voltei de viagem com aquele questionamento na cabeça. Queria saber como (e se) os nossos aeroportos estariam preparados para receber não só os turistas estrangeiros para o mundial, mas também os passageiros com deficiências físicas. Somos muitos. Precisava investigar. Como tenho dificuldades de digitar, e sou muito falante, o documentário me pareceu o formato ideal de fazer isso.
Ao longo de 2013, viajei pelas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Sempre de avião. A bordo da minha scooter, passei por 15 aeroportos. Um amigo-cinegrafista me acompanhou nos trajetos e não deixou de filmar uma cena sequer. Arquei com todas as despesas das viagens e tentei variar de companhias aéreas para experimentar os mais diversos tipos de atendimento. Para economizar, não desgrudava de sites de promoções de passagens aéreas. Como estava cursando Direito, não podia faltar na faculdade. A maior parte das viagens aconteceu nas férias letivas e nos finais de semana. Só faltei um dia na aula, uma sexta-feira.
Na maioria das viagens, eu não dormia na cidade. Chegava no aeroporto pela manhã, passava algumas horas lá, e voltava para casa no mesmo dia. Testava as barras de apoio dos banheiros, os adesivos antiderrapantes no chão e as plataformas elevatórias para embarque e desembarque de cadeirantes. Enchia os funcionários dos balcões de informação de perguntas. Observava quem estacionava nas vagas para deficientes e se havia táxis acessíveis na porta dos aeroportos.
Tive dificuldades com algumas companhias aéreas de conseguir assentos na primeira fileira do avião -- como garante a lei às pessoas com deficiência. Foi preciso argumentar intensamente com os funcionários de algumas empresas. Nos saguões de espera, vi muitos assentos especiais ocupados por não deficientes. Inclusive, por suas mochilas. Outra coisa que me chamou a atenção foi o uso inadequado de banheiros. Muitas pessoas, principalmente membros das tripulações, acabam usando as cabines reservadas porque têm espelhos maiores e são mais espaçosas. Uma tremenda falta de respeito, já que há muitos banheiros disponíveis para não deficientes.
Enquanto estava nos aeroportos, tentava olhar não só para as minhas próprias dificuldades, de locomoção, mas me colocar no lugar de pessoas com outros tipos de deficiência. Para os cegos, faltam informações em braile. Os surdos também passam por problemas complicados. Pouquíssimos funcionários sabem se comunicar em Libras (a Língua Brasileira de Sinais). Em um dos aeroportos, perguntei aos funcionários do posto de informação se falavam em Llibras. Com um sorriso, responderam: ‘Vai no grito mesmo’.
Em outro aeroporto, quando estava naquele ônibus que nos leva do terminal até o avião, pedi a um funcionário que me ajudasse a prender a cadeira de rodas em que me transportaram, pensando na segurança do transporte. Ele disse: ‘Não precisa, eu te seguro”. Pode não parecer, mas é muito perigoso para um cadeirante andar de ônibus sem cinto de segurança. Certa vez, fui esquecida dentro do avião e não tive ajuda para desembarcar. Sei que não foi por mal. É despreparo.
Como bacharel em Direito, li a fundo o que garante a legislação brasileira aos deficientes físicos. Não é pouca coisa. Na prática é que fica difícil. Posso dizer que nenhum dos aeroportos brasileiros que visitei está 100% preparado para receber passageiros com deficiências físicas. Mais do que estrutura para garantir a acessibilidade, é preciso preparo dos funcionários e respeito por parte de outros passageiros. É claro que no meio do caminho encontrei pessoas solícitas e dispostas a me ajudar. Minhas experiências mais positivas foram no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus (AM), e no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS).
Se os passageiros sem deficiência física já têm milhões de reclamações dos aeroportos, para nós, viajar de avião é ainda mais difícil. Acho que as companhias aéreas precisam enxergar as pessoas com deficiências físicas como consumidores, e não como exceções.  Até hoje, nunca viajei sozinha de avião dentro do Brasil. Por enquanto, acho que ainda não dá. Ficaria muito tensa.”

Assista abaixo o documentário produzido por Nathalia Fernandez sobre a acessibilidade nos aeroportos das cidades-sede da Copa.

 
  

Fonte: Revista Época

terça-feira, 20 de maio de 2014

Conheça o primeiro celular em braile do mundo

Atualmente, as empresas que se preocupam com a acessibilidade dos seus clientes e em adaptar sua tecnologia para as minorias estão ganhando cada vez mais o respeito e admiração dos usuários. Recentemente a empresa OwnFone lançou no mercado o primeiro celular em braile do mundo, no qual irá auxiliar do "jeito certo" os usuários que possuem deficiência visual, e o melhor: o aparelho tem um custo bem pequeno.

Em uma entrevista à BBC, o criador do celular, Tom Sunderland, disse que para fazer com que o seu custo fosse bem baixo, eles utilizaram o método de impressão 3D para criar os botões personalizados em braile de uma maneira bem rápida e prática.

"O telefone pode ser personalizado com dois ou quatro botões em braile, que são pré-programados para ligar para os amigos, familiares ou serviços de emergência. Este é o primeiro telefone com teclado impresso em 3D, e para quem não sabe ler braile, podemos imprimir texturas e textos em alto relevo no dispositivo", afirma Sunderland.

O celular custa apenas 60 libras (algo em torno de R$ 220 sem impostos) e para comprá-lo você precisa entrar no site da empresa e personalizar/adaptar o seu design.


Fonte: TUDOCELULAR.COM

terça-feira, 29 de abril de 2014

ONG cobra mais acessibilidade para cadeirantes de Uberaba

Entidade pede mais vagas de estacionamento e segurança.
Subsecretário de Infraestrutura diz que mil rampas serão construídas. 

Rampas destruídas colocam cadeirantes em
risco (Foto: Reprodução/TV Integração)
Falta de rampas, sinalização, segurança e vagas de estacionamento exclusivas para cadeirantes. Essa é reclamação da Organização Não Governamental (ONG) Voluntários da Acessibilidade, que busca alterações de mobilidade urbana para cadeirantes em Uberaba. O grupo existe há quatro meses. Entre as ações que geraram resultado, está a instalação de uma rampa em frente ao próprio prédio da Prefeitura. O subsecretário de Infraestrutura, Antônio Cláudio Mendes Ribeiro, explicou que já está em andamento a abertura de uma licitação para obras que a ONG reinvidica. Ele disse ainda que um projeto antigo não foi executado por causa da implantação do Bus Rapid Transit (BRT), o que impedia a execução conforme previsto.
Apesar de alguns avanços, principalmente a conscientização da população, a presidente da ONG, Cláudia Maia, afirmou que falta adequação de prédios públicos, reforma de rampas retiradas, vagas de estacionamento na Avenida Prudente de Morais e sinalização adequada.
"Quando nós começamos esse projeto, a nossa preocupação era não termos a aceitação da população. Esperávamos apoio da Prefeitura e das autoridades locais, mas aconteceu o inverso", afirmou.

O subsecretário de Infraestrutura, Antônio Cláudio Mendes Ribeiro, explicou que já está em andamento a abertura de uma licitação para a construção de mil rampas na cidade. O processo deve ser concluído em aproximadamente 40 dias. "Existiu um projeto de acessibilidade que não foi levado em consideração por conta do projeto BRT, que muda todo o processo. Ele foi revisto e será executado conforme a demanda da população", disse.

Cadeirante atropelado
A ONG cobra melhorias tomando o exemplo de um homem morreu atropelado no Bairro Abadia. O vendedor Edmar Antônio de Oliveira, amigo dele e também cadeirante, contou que o semáforo não dá tempo suficiente para a travessia.
"Dois meses atrás um colega morreu atropelado. Aconteceu isso por não ter como andar na calçada e subir na rampa. Nós ficamos muito inseguros com isso ", disse.
O cadeirante Rodrigo Lima Campos diz também se sentir inseguro em trafegar pela cidade. Ele também reclamou que o avanço do comércio sobre as calçadas atrapalha muito. "Tem muitos comerciantes que deixam objetos de comércio na calçada. Tenho que sair da calçada e atravessar a rua para prosseguir minha trajetória", concluiu.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ONG em Uberaba realiza ações pelo Dia Internacional da Acessibilidade

Lançamento da campanha será nesta quinta-feira (5), às 18h30. Objetivo é conscientizar sobre direito de ir e vir dos deficientes.

Vagas foram ocupadas com cadeiras de rodas e
muletas(Foto: Reprodução/TV Integração)
Para lembrar o Dia Internacional da Acessibilidade, comemorado nesta quinta-feira (5), a ONG Voluntários da Acessibilidade em parceria com a Prefeitura idealizou a campanha Educação no Trânsito. O objetivo é divulgar ações que garantam o direito de ir e vir dos deficientes, bem como conscientizar os motoristas sobre a legislação pertinente.
O lançamento oficial da campanha será na noite desta quinta-feira, às 18h30 no Auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Mas, na tarde desta quarta-feira (4), a ONG resolveu chamar a atenção dos motoristas. Em vagas destinadas a carros comuns, foram espalhadas cadeiras de rodas e muletas com mensagens dizendo que o proprietário voltaria "daqui uns minutinhos". A ação deixou condutores intrigados e surpresos.
“Esta ação certamente vai gerar uma revolta no motorista. Mas revolva mesmo é maior no portador de deficiência ou idoso, que tem que andar uma distância maior porque a vaga dele foi ocupada por outra pessoa”, comentou o voluntário da ONG Wellington.
O intuito é provocar a reflexão e a mudança de atitude nos motoristas, para casos como o de Ercileide Laurinda da Silva, presidente da Associação dos Deficientes de Uberaba (Adefu). Do portão de casa pra fora, ela encontra muitas dificuldades. A calçada irregular não permite a passagem e o jeito é ir pra rua. A rampa de acesso praticamente não existe no bairro onde ela mora. “Não sei porquê ninguém se atenta que nos bairros também há pessoas com deficiência”, questionou.
Para chegar ao trabalho e a faculdade, ela divide o asfalto com o tráfego intenso. O desrespeito de alguns motoristas é comum. “Me deparei com o motorista parado em frente à rampa onde eu precisava subir. Ele veio e eu pedi para que tirasse o carro. O motorista me disse que ele tinha parado ‘rapidinho’ para fazer uma compra. Falei que precisava da rampa e ele disse que não imaginava que eu passaria por lá. Aleguei, então, que o problema de todos os motoristas é que ninguém imagina que as pessoas com deficiência existem e precisam usar as rampas. Independente de eu estar lá ou não, a rampa é para cadeirantes, e não para parar carro”, relembrou.
Estacionar em vagas destinadas a deficientes ou idosos é infração leve, com multa de R$53,20 além de três pontos na carteira. “Os infratores devem ser multados sim. Eles só vão respeitar os deficientes quando sentirem no bolso”, comentou Ercileide.

Israel Garcêz teve paralisia infantil aos dez meses e conhece bem os limites para locomoção. Para ele, mais que infraestrutura, as cidades estão carentes de cidadãos mais bem educados, quando o assunto é acessibilidade. “Na verdade, é o deficiente de educação que para na nossa vaga”, criticou o voluntário da ONG.
O cartão para idoso e deficiente para as vagas especiais pode ser feito no Departamento de Trânsito, na Avenida Dona Maria de Santana Borges, 1.405, no Bairro Olinda, do meio dia às 18h. o idoso, acima de 60 anos, deve levar identidade e um comprovante de residência no próprio nome. Para o deficiente, são os mesmos documentos e um laudo médico que comprove a dificuldade de locomoção.

Campanha
A campanha é permanente e irá acontecer em vários pontos da cidade. A ONG também fará blitz e entregar materiais educativos para a população. “Acredito que a acessibilidade é um direito de todos, independente das características individuais. Temos que lutar pela população como um todo, para que ela compreenda a necessidade de respeitar o próximo”, disse o voluntário Wellington.
Segundo a coordenadora do projeto, Claudia Maia, a campanha surgiu da necessidade de garantir o direito de ir e vir do cidadão.  “O objetivo não é só constranger o motorista que para na vaga do deficiente. Queremos transformar Uberaba em uma cidade modelo em acessibilidade”, finalizou.


Fonte: G1 Brasil

Campanha cobra respeito às vagas de deficientes e idosos

Com apoio da Prefeitura, a ONG Voluntários da Acessibilidade lança campanha para chamar a atenção da comunidade para que sejam respeitadas as normas de acessibilidade. Hoje será realizado evento no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas, às 18h30, para o lançamento da campanha, que será permanente, quando o público poderá se inscrever como voluntário para ajudar a conscientizar a população, principalmente motoristas que não obedecem à lei e estacionam em vagas destinadas a deficientes e idosos.

Para alertar de que não é certo estacionar em vagas reservadas para idosos e deficientes, foi realizada ontem atividade que chamou a atenção de muitos. No estacionamento da Prefeitura foram distribuídas algumas cadeiras de rodas em vagas comuns e com um bilhete com os dizeres: “Estacionei neste local, mas é rapidinho, volto logo” - assim como dizem os motoristas como justificativa quando estacionam em vaga preferencial.

“A campanha está apenas começando e queremos contar com o apoio de todos. Já temos algumas entidades parceiras - a Adefu, Instituto de Cegos, Sindicato dos Rodoviários, a Secretaria de Planejamento, a Prefeitura de forma geral -, mas é preciso contar com o principal apoiador, que é a comunidade. Este é um trabalho que não deve partir apenas das entidades e do poder público, a população deve se envolver”, explica a presidente da ONG,  Claudia Maia, que convoca todos para que se tornem voluntários desta causa, pois é preciso fazer algo. Segundo Cláudia, a ideia de desenvolver essa campanha partiu de uma conversa com Israel Garcêz, que também é cadeirante e vem lutando por acessibilidade em Uberaba há muito tempo.

O Jornal da Manhã já recebeu diversas denúncias e acompanha a luta de Israel. “Depois disto foi que passei a observar com mais atenção. Em uma caminhada que fiz pela avenida Prudente de Morais, em poucos quarteirões, consegui flagrar e fotografar nove carros que estavam estacionados de forma irregular, obstruindo rampas ou vagas preferenciais. Queremos lembrar a estes motoristas que isso não é certo, pois todos sabem, sinalização não falta, mas precisamos lembrá-los de que isso não é certo”, explica.

Para “puxar as orelhas” destas pessoas, estão programadas diversas atividades, como blitz surpresa e bilhetes que serão colocados na frente do carro para lembrar o motorista de que não é certa tal atitude. A intenção é deixar a pessoa realmente constrangida. Segundo Cláudia, uma das placas que foram confeccionadas tem o recado: “Esta vaga é para quem tem deficiência física e não emocional”. Todo material de trabalho será apresentado no lançamento, quando também os voluntários poderão se inscrever para participar da campanha. Terá haverá apresentação do jingle de artistas. Vale lembrar que hoje comemora-se o Dia Internacional da Acessibilidade.


Fonte: JM Online

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Vídeo: Voluntários da Acessibilidade

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Horta suspensa feita por alunos da Dulce de Oliveira


O projeto de Educação Ambiental, Criança Recicla Vida, está com parceria com a Escola para Surdos “Dulce de Oliveira” neste ano, e realiza várias atividades orientadas pela professora Lucimar Aparecida Lemes e a coordenadora pedagógica, Vivian Zerbinatti da Fonseca Kikuichi. E nesta semana, os alunos do 5º Ano do Ensino Fundamental aprenderam a fazer uma horta suspensa. O objetivo de trabalhar a conscientização sobre a reutilização de materiais para plantação de ervas medicinais, alimentos saudáveis e condimentos, levando-os a perceber a importância de atitudes mais sustentáveis para a preservação da vida no planeta.
 De acordo com a professora Lucimar, percebeu-se que o desenvolvimento desta atividade foi excelente, especialmente no que se refere ao envolvimento e aprendizado dos alunos durante todo o processo. A proposta central deste projeto foi levar os alunos a compreenderem a importância de uma alimentação saudável e descobrirem a possibilidade de uso das ervas medicinais para o tratamento de algumas doenças como: diurético, anti-inflamatório, tratamento de aftas, gengivites, acne e eczemas, tratar a tosse, entre outros, utilizando plantas que foram cuidadas por eles.
Ela explica que foram recolhidas garrafas descartáveis, em que os alunos cuidaram da higienização e ornamentação das mesmas. Em seguida, acompanharam a professora na escolha e compra das sementes e mudas que seriam plantadas. A última fase do projeto consistiu no plantio e organização da horta suspensa em um ambiente aberto da escola. “Os alunos do 5º ano ficarão responsáveis pelo cuidado e manutenção da horta durante todo o ano”. Os materiais utilizados nesta oficina foram: garrafas pet, prego, tesoura, restos de tintas, arame, pedriscos, sementes e mudas de diversas plantas.


AME busca recursos para investir nos atletas

Trabalho da AME apresenta grandes resultados

Com foco em pessoas com dificuldades motoras e sensoriais, distúrbios de atenção e de aprendizagem, deficiência física e visual e Síndrome de Down, a Associação Mineira de Equoterapia (AME) atua há 15 anos em Uberaba, atendendo cerca de 75 praticantes da região com equipe multidisciplinar. Mas o trabalho que busca ajudar o próximo encara sérias dificuldades para ser executado, como mostra matéria de Alex Pacheco no globoesporte.com.

De acordo com o fisioterapeuta especialista em neurologia e instrutor de equitação, Willian Rocha de Oliveira, o cuidado com os animais é feito por veterinários voluntários e pelo Hospital Veterinário de Uberaba (HVU). Apesar disso, os serviços sociais, realizados através de parceria entre o Instituto de Cegos do Brasil Central (ICBC), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), a Unidade de Atenção ao Idoso (UAI) e a Prefeitura, estão suspensos por falta de transporte.

Segundo Willian, o maior desafio é conseguir recursos para investir nos atletas e em infraestrutura. “Sobrevivemos através de doações, eventos, colaboração de alguns praticantes, prefeitura e empresas em geral - que podem adotar cavalos ou participantes ou doar materiais - e recursos gerados através da Escola de Equitação”, disse.

A equoterapia da AME trabalha com quatro programas evolutivos: hipoterapia, destinada a iniciantes e reabilitação; educação e reeducação, onde a condução do cavalo e a independência começam a ser trabalhadas; pré-esportivo, onde já são aplicados exercícios de equitação; e esportivo, que consiste em competições entre os praticantes.

“Temos um grupo com 25 participantes e fazemos anualmente um torneio para que eles possam mostrar como estão se desenvolvendo. Nossa ideia é que, a partir dessa célula, tenhamos condição de, posteriormente, montar uma equipe e competir fora”, destacou o fisioterapeuta.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Pontos negativos para acessibilidade predominam no município

Na rua José Ribeiro Filho, bairro Morada do Sol, a exemplo de vários outros locais em Uberaba, não há como trafegar na calçada, pois ela é estreita e as árvores tomaram conta do espaço

Em Uberaba são vários os pontos negativos para a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida. Algumas rampas estão fora do padrão, há vias que não as possuem rampas e há avenidas em que elas foram retiradas.

Segundo o ativista dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Israel Garcêz, o desrespeito às Leis de Acessibilidade continua na cidade, e vários locais não têm rampas de acesso, barras de apoio ou adequações.  “Já pedimos para fazerem faixa de pedestres elevada no ponto de ônibus em frente à capela do Cemitério São João Batista e rampas. O transporte coletivo tem muitas deficiências, como falta de manutenção nas rampas, motoristas que não dominam a plataforma e falta de rampas de acesso nos pontos de ônibus. Segundo o Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, a acessibilidade está relacionada a fornecer condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida”, esclarece.

Segundo o cadeirante Emerson Freire, o problema maior que é enfrentado diariamente está nas ruas. Ele conta que não é necessário andar muito para presenciar os buracos nos passeios, entre outros obstáculos. “Na maioria das vezes, temos que dividir o trânsito com veículos, quando o passeio está deteriorado. Na avenida Leopoldino de Oliveira, após a obra do Projeto Água Viva, as rampas foram retiradas e se esqueceram de instalá-las novamente, “, relata.

Freire ressalta que no Cemitério São João Batista não possui acessibilidade para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida. Outra reclamação é em relação aos banheiros, que não são adaptados. “Para atravessar a avenida Dona Maria Santana Borges é muito difícil, pois não há rampas nem passarelas para pedestres. Estes obstáculos não são somente para os cadeirantes, os idosos também sofrem com essa falta de acessibilidade”, desabafa.

Israel Garcêz ressalta que existem inúmeras leis que garantem o direito de acesso seguro de todo cidadão. “O problema é que, na maioria das vezes, estas leis não são cumpridas. Por isso, luto para que o cidadão tenha postura consciente e reconheça que a acessibilidade não é uma necessidade individual, mas coletiva. Na rua José Ribeiro Filho, no bairro Morada do Sol, não há como trafegar na calçada, pois ela é estreita e as árvores tomaram conta do espaço”, pontua. 

Sandro Neves